Loucas por Louis Vuitton!

Na lista das marcas melhor avaliadas do mundo, a Louis Vuitton começou a vingar ainda no século XIX, em Paris, quando seu fundador, que dá nome à grife, se arriscou ao tentar criar modelos de malas de viagem diferentes dos que já circulavam. Os produtos, todos fabricados artesanalmente até os dias de hoje, sempre levaram consigo o conceito de exclusividade, já que eram feitos manualmente e em quantidade limitada. Quem passear pela avenue Champs-Élysées pode ver a maison da década de 1930, com fachada em estilo Art Déco, ou mesmo conhecer outro monumento emblemático da marca, a Fondation Louis Vuitton, no parque Bois de Boulogne.

Filho de uma família de moleiros e carpinteiros, Louis Vuitton nasceu na Suíça, mas aos 14 anos resolveu deixar sua terra natal e ir para Paris aprender a trabalhar com a madeira. Contratado como aprendiz de um fabricante de baús de viagem, foi lá que conseguiu extrair a expertise que precisava para criar sua marca. Com apenas 16 anos de idade, Louis Vuitton tomou uma decisão que iria não apenas mudar sua própria vida, mas as vidas de seus filhos e das futuras gerações: ele se tornaria um fabricante de baús.

A herança de Louis Vuitton como fabricante de baús precedeu até mesmo a fundação da empresa.
Foi em 1837 que o jovem Louis Vuitton, chegou em Paris a pé e iniciou o seu período de aprendizado com Monsieur Maréchal. Nessa época, carruagens puxadas a cavalos, barcos e trens eram os principais meios de transporte e as bagagens eram manuseadas de forma mais rude. Viajantes solicitavam aos artesãos formas de armazenar e proteger seus objetos pessoais.
Louis Vuitton tornou-se rapidamente um artesão valorizado no ateliê parisiense de Monsieur Maréchal. Essas foram as raízes de seu negócio altamente especializado. O início de sua carreira na indústria do trabalho artesanal requeria habilidades para projetar caixas sob encomenda e, mais tarde, baús, de acordo com as necessidades dos clientes. Louis Vuitton permaneceu lá por 17 anos antes de abrir seu próprio ateliê na 4 Rue Neuve-des-Capucines, próximo à Place Vendome.

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Em meados de 1900, os viajantes carregavam todos os seus itens essenciais dentro de guarda-roupas e de baús pequenos, os quais, infelizmente, atraíam ladrões com frequência. Um mestre na fabricação de baús, Louis Vuitton buscou ajudar seus clientes a proteger seus bens em suas malas de viagem.


Em 1886, Louis e seu filho Georges adotaram um sistema único de trancas formadas por duas fivelas com molas. Após vários anos de desenvolvimento, George patenteou esse sistema revolucionário. Por ser um sistema tão efetivo, ele desafiou publicamente o grande mágico americano Harry Houdini a escapar do baú da Vuitton e de seu fecho. Houdini não aceitou o desafio, mas a eficácia do fecho é incontestável. Ele é usado até os dias de hoje.

Depois de conquistar Paris, a empresa de Louis Vuitton começou a ganhar o mundo a partir de 1870.
Um dos responsáveis por essa expansão foi Georges Vuitton, filho do designer, que comandou a inauguração do estabelecimento em Londres.
A marca continuou investindo pesado em produtos para viagem e grande parte de suas inovações foram feitas sob encomenda.
Entre elas, estão a mala exclusiva para sapatos e caixas para chapéus.
Georges não somente herdou os negócios de seu pai, mas também a habilidade de atuar no ramo do designer.


Na tentativa de driblar as imitações (sim, desde aquela época a empresa já tinha que lutar contra a pirataria), ele modificou muitas peças clássicas.
Como resultados de suas tentativas, podem ser citados a troca da famosa lona cinza, marca registrada do modelo Teianon, para uma estampada de listras beges e marrons.
Além disso, criou uma nova impressão em marrom e bege batizada de “Daimier”, inspirado nos tabuleiros de jogos de damas, que recebia a inscrição “marque L. Vuitton déposée” (marca registrada Louis Vuitton).

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Mas foi somente seis anos depois de sua morte que a grife estampou seus produtos com a sua marca registrada: monogramas das letras LV granulados, coloridos de marrom e bege e acompanhados de símbolos que reproduziam flores.

Bolsa Louis Vuitton Monogram

Nas viagens de navios e trens, as pessoas que apareciam com um acessório revestido com essa estampa eram logo reconhecidas com nobres e de bom gosto.
Até a década de 1980, a Louis Vuitton ainda tinha um público fiel, porém muito seleto. Isso mudou quando foi comprada pelo magnata francês Bernard Arnault.
Com ela, criou o maior conglomerado de marcas de luxo do mundo.A LVMH (Louis Vuitton Moët Henessy) para atender a demanda de consumidores ansiosos por esse tipo de produto.
Esse acontecimento marcou uma reviravolta na história da Louis Vuitton. Que passou a ser conhecida em todas as partes do mundo.


Em 1996, a grife começou a explorar tendências. Com o trabalho dos renomados estilistas Helmut Lang, Azzedine Alaïa, Vivienne Westwood, Isaac Mizrahi, Romeo Gigli, Manolo Blahnik e Sybilla.
Que reinventaram os acessórios clássicos da marca em comemoração aos seus 100 anos de existência.
A empresa investiu no estilista americano Marc Jacobs para renovar a sua coleção tradicional e ajudar na criação do catálogo de roupas, sapatos, relógios e joias.
Conhecido pela seu toque de modernidade, o profissional mostrou logo o porquê tinha sido escolhido.
Inovou na estampa com a célebre combinação do logotipo marrom e amarelo sobre o fundo de couro marrom. Acrescentando símbolos da cultura pop e outras cores contemporâneas.
O legado do estilista permanece até hoje no investimento em ousadia e inovação das peças lançadas. No entanto sendo assim os produtos da grife ainda são exclusivos e sofisticados.

Louis Vuitton Speedy Ed. Limitada disponivel no PegueiBode.